domingo, 29 de abril de 2007

1.


Porque estas mãos não conseguem estar paradas e porque tudo o que nos rodeia pode servir de inspiração; porque do quase nada pode nascer alguma coisa que acreditamos ser bonita; porque tudo o que nos emociona e gostamos de olhar pode ser guardado em pequenos altares privados; mas, sobretudo, porque a acção e o seu resultado nos dão prazer.

Se tanto me dói que as coisas passem

Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na busca de um bem definitivo
Em que as coisas de Amor se eternizassem
Sophia de Mello Breyner