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quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

quinta-feira, 3 de maio de 2007

3.


Para mim é uma questão de lógica: tudo é guardável e quando se guarda é porque se gosta, porque faz falta, porque lembra alguma coisa.
Guardamos objectos e memórias em gavetas ou em caixas e assim as compartimentamos, as isolamos e protegemos do esquecimento.
Gosto de guardar coisas. Acho que porque me custa que pedaços de memória (ainda que por vezes não seja a minha) se percam. Arrumo esses destroços em caixas que posso pendurar, organizados ao sabor do momento, em forma de registo. Pedaços de papel de parede vintage, pagelas amarelecidas nos livros de orações das avós, restos de rendas, contas e missangas transformadas em flores, recortes de revistas, restos de tecidos e flores de pástico recuperadas ao lixo, pedaços de espelho, pratas de chocolate e o mais que me aparecer à mão, tudo pode vir parar cá dentro. É só dar tempo ao tempo...